. ontem, antes de ir visitar o Tadeu no ICESP, passei no Incor pra pegar o resultado do PET SCAN, a ansiedade já tinha me tomado conta desde o dia em que foi feito o exame, mas me mantive sem grandes expectativas. Pouco antes de sair de casa cheguei num ponto tão forte de ansiedade, que não conseguia fazer mais nada, meu café da manhã entalou na garganta, não sabia se me arrumava primeiro pra sair, ou se ligava pela última vez para o Tadeu, se tomava café decentemente, enfim, no final das contas, fiz tudo de uma vez, atropelando uma coisa por cima da outra...
. no caminho para o hospital, minha cabeça estava a mil, minha mão suava e estava fria, meu coração estava pulando pra fora, senti um leve mal estar com todas essas sensações, cheguei lá e a recepcionista me pediu para esperar, na dada circunstância eu não queria esperar mais nada. Não tinha outro jeito, então tive que esperar de fato, mas meu corpo não entendeu a mensagem, então começou a me dar uma tremedeira e senti tudo rodando e ficando escuro, quando ela me chama e diz: ‘assina aqui pra mim’, mal pude acreditar que o exame estava na minha mão, abri com total desespero. Eu ia esperar pra abrir junto com o Tadeu, mas já estava quase enfartando e não esperei nada.
. abri e meus olhos foram direto para a conclusão, estava mais nervosa, mais aflita, e mal conseguia ler por causa da tremedeira, senti que tudo parou naquela hora, quando li:
*clique na imagem para vê-la maior*. as lágrimas não foram contidas, era um choro pouco desesperado pra quem via uma menina na rua com um papel na mão, mas eu sabia e sabia com toda a convicção do mundo que aquele choro, era um choro de alívio e mais do que isso, era de FELICIDADE, depois comecei a rir e chorar ao mesmo tempo, ninguém entendia nada, óbvio, deveriam estar pensando que eu era louca, e na verdade eu sou mesmo, estava absurdamente louca de tanta felicidade.
. cheguei ao ICESP e esqueci o que estava indo fazer lá, demorei um pouco pra me recompor e a recepcionista teve total paciência de esperar eu rir e chorar e ficar olhando ao meu redor feito boba até eu lembrar onde eu iria, tinha esquecido o número do quarto do Tadeu, o sobrenome dele e até o número do meu celular, que ela queria que eu confirmasse, me dei conta que estava parecendo uma tonta e tudo foi voltando, o elevador chegou e comecei a falar pra ascensorista que estava muito feliz, depois que cheguei no 19º andar me dei conta de que ainda estava falando, só que sozinha... Cheguei ao quarto do Tadeu e olhei pra ele e comecei a chorar de forma desesperada, ele mal entendia o que estava acontecendo, abracei ele tão apertado, tão gostoso, que não queria soltar mais:
- “O PET cãozinho (eu chamo ele de cãozinho), o PET, ta tudo bem, você está em remissão...”
- “como assim? Da aqui pra eu ver?”
. o sorriso e alegria dele depois disso foi sem igual, depois disso o resto do dia foi lindo, foi maravilhoso...nem preciso falar o tamanho da minha felicidade...
=* beijo, pessoinhas.