. no caminho para o hospital, minha cabeça estava a mil, minha mão suava e estava fria, meu coração estava pulando pra fora, senti um leve mal estar com todas essas sensações, cheguei lá e a recepcionista me pediu para esperar, na dada circunstância eu não queria esperar mais nada. Não tinha outro jeito, então tive que esperar de fato, mas meu corpo não entendeu a mensagem, então começou a me dar uma tremedeira e senti tudo rodando e ficando escuro, quando ela me chama e diz: ‘assina aqui pra mim’, mal pude acreditar que o exame estava na minha mão, abri com total desespero. Eu ia esperar pra abrir junto com o Tadeu, mas já estava quase enfartando e não esperei nada.
. abri e meus olhos foram direto para a conclusão, estava mais nervosa, mais aflita, e mal conseguia ler por causa da tremedeira, senti que tudo parou naquela hora, quando li:

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. as lágrimas não foram contidas, era um choro pouco desesperado pra quem via uma menina na rua com um papel na mão, mas eu sabia e sabia com toda a convicção do mundo que aquele choro, era um choro de alívio e mais do que isso, era de FELICIDADE, depois comecei a rir e chorar ao mesmo tempo, ninguém entendia nada, óbvio, deveriam estar pensando que eu era louca, e na verdade eu sou mesmo, estava absurdamente louca de tanta felicidade.
. cheguei ao ICESP e esqueci o que estava indo fazer lá, demorei um pouco pra me recompor e a recepcionista teve total paciência de esperar eu rir e chorar e ficar olhando ao meu redor feito boba até eu lembrar onde eu iria, tinha esquecido o número do quarto do Tadeu, o sobrenome dele e até o número do meu celular, que ela queria que eu confirmasse, me dei conta que estava parecendo uma tonta e tudo foi voltando, o elevador chegou e comecei a falar pra ascensorista que estava muito feliz, depois que cheguei no 19º andar me dei conta de que ainda estava falando, só que sozinha... Cheguei ao quarto do Tadeu e olhei pra ele e comecei a chorar de forma desesperada, ele mal entendia o que estava acontecendo, abracei ele tão apertado, tão gostoso, que não queria soltar mais:
- “O PET cãozinho (eu chamo ele de cãozinho), o PET, ta tudo bem, você está em remissão...”
- “como assim? Da aqui pra eu ver?”
. o sorriso e alegria dele depois disso foi sem igual, depois disso o resto do dia foi lindo, foi maravilhoso...nem preciso falar o tamanho da minha felicidade...
=* beijo, pessoinhas.




