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terça-feira, 9 de março de 2010

Que saudades...

"Imagine que vocês estão sentados a beira da praia, e que vêem um navio partindo.
Ele vai se afastando, se afastando, até que finalmente desaparece no horizonte. E vocês dizem: “pronto, ele se foi.” Foi onde?
Foi a um lugar que suas vistas não alcançam, só isto. O navio continua grande, nobre, majestoso...
E, no mesmo instante que vocês dizem que ele partiu, do outro lado há outras vozes exclamando em júbilo: “Ele está chegando!”
(Desconheço a autoria)
Que saudades de você, Tadeu...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estou indo viajar...

Amanhã irei viajar para Piraju, interior de São Paulo. O Tadeu certamente estaria tirando um sarro da minha cara por eu estar indo para roça, onde é bem provável que a minha comunicação seja apenas por pombo correio. To brincando, a cidade deve ter uns 30 mil habitantes. A comunicação não será tão primitiva quanto eu estou pensando... Eu espero pelo menos.

Decidi por fazer as malas somente hoje, na véspera da viagem, pois já fiz e desfiz pelo menos duas vezes desde que resolvi ir... Vamos ver se eu não desisto na última hora. Estou com um friozinho na barriga.

E sobre o blog que andam me perguntando qual será seu destino... No momento ele está às moscas e vai ficar por mais um tempinho, mas assim que eu voltar e me estabilizar emocionalmente eu volto a postar, volto a falar sobre o transplante, que não é e um bicho de sete cabeças e que o que aconteceu com o Tadeu, felizmente não acontece com todos...

E minha vida precisa de um destino, não somente blog, mas estou tão perdida que eu não sei o que fazer depois e nem por onde começar. Estou sem pressa, mas isso não significa que estou  parada. Por enquanto eu não sei nada, um dia de cada vez, como me dizia o Tadeu...


Que saudade, que falta ele me faz...

Agradeço a todos por todo o carinho e toda a força, como sempre, vocês não me decepcionam.
Beijo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O que o Tadeu não me ensinou...

Foram muitas as coisas que o Tadeu me ensinou durante os quatro anos que vivemos juntos, conseguiu me ensinar em quatro anos o que talvez eu não aprendesse em dez...

Ensinou-me que amar é mais do que uma conjugação verbal e que felicidade não é apenas um substantivo. Ensinou que a VIDA e MORTE são mais do que dois extremos... E que tempo não é apenas relógio ou calendário.

Ensinou-me que a vida é mais do que estar vivo, é saber viver a sua ampla complexidade e magnitude. A morte também é tão complexa quanto à vida, ambas na mesma proporção. Nós nunca entendemos o porquê de vida e o porquê de morte. E o meio disso, o meio disso foi o que eu vivi com o Tadeu, vivi um amor... Outra complexidade que jamais cheguei perto de decifrar, entender ou explicar. Nem o poeta talvez consiga desvendar o que é vida, amor e morte, talvez nem o dicionário.

Dentre tanta coisa que o Tadeu me ensinou e que eu poderia passar horas escrevendo sobre o assunto, ele não me ensinou uma coisa, talvez a mais importante neste momento da minha vida e que eu vou ter que aprender sozinha: Não me ensinou a viver sem ele. E eu não sei viver assim, eu não imaginei a minha vida sem a presença dele...

Ele me dizia que eu conseguia fazer tudo, mas e a viver sem ele, será que eu consigo?
Por enquanto acho cedo responder essa pergunta, eu não tenho uma resposta para mim e não tenho para quem me pergunta...

Ainda não me dei conta de que ele partiu, mas sinto uma falta imensa, uma saudade que não tem fim...