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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O que o Tadeu não me ensinou...

Foram muitas as coisas que o Tadeu me ensinou durante os quatro anos que vivemos juntos, conseguiu me ensinar em quatro anos o que talvez eu não aprendesse em dez...

Ensinou-me que amar é mais do que uma conjugação verbal e que felicidade não é apenas um substantivo. Ensinou que a VIDA e MORTE são mais do que dois extremos... E que tempo não é apenas relógio ou calendário.

Ensinou-me que a vida é mais do que estar vivo, é saber viver a sua ampla complexidade e magnitude. A morte também é tão complexa quanto à vida, ambas na mesma proporção. Nós nunca entendemos o porquê de vida e o porquê de morte. E o meio disso, o meio disso foi o que eu vivi com o Tadeu, vivi um amor... Outra complexidade que jamais cheguei perto de decifrar, entender ou explicar. Nem o poeta talvez consiga desvendar o que é vida, amor e morte, talvez nem o dicionário.

Dentre tanta coisa que o Tadeu me ensinou e que eu poderia passar horas escrevendo sobre o assunto, ele não me ensinou uma coisa, talvez a mais importante neste momento da minha vida e que eu vou ter que aprender sozinha: Não me ensinou a viver sem ele. E eu não sei viver assim, eu não imaginei a minha vida sem a presença dele...

Ele me dizia que eu conseguia fazer tudo, mas e a viver sem ele, será que eu consigo?
Por enquanto acho cedo responder essa pergunta, eu não tenho uma resposta para mim e não tenho para quem me pergunta...

Ainda não me dei conta de que ele partiu, mas sinto uma falta imensa, uma saudade que não tem fim...